Nossa história
Tudo começou com uma carta.
Antes de existir um projeto, uma marca ou um universo chamado Guardiões Literários, existia uma pergunta:
Como fazer uma criança olhar para um livro e sentir que ali havia algo esperando por ela?
A resposta começou dentro de casa.

Antes de existir um universo, existia uma vontade.
Gi Santos já escrevia histórias havia muitos anos. Depois veio o desejo de transformar essas histórias em livros, produzir, publicar e fazer com que chegassem às pessoas.
Como professora de Língua Portuguesa e, mais tarde, pedagoga, ela foi se aproximando cada vez mais do universo da infância e da literatura infantil.
Mas uma inquietação permanecia.
Como fazer a leitura deixar de parecer uma obrigação e se tornar uma experiência que a criança realmente desejasse viver?
A resposta não veio de uma campanha.
Veio de uma brincadeira.
Então, uma carta apareceu.
A carta não dizia apenas que as crianças deveriam ler mais. Ela contava que algo havia acontecido no mundo das histórias.
Os personagens estavam adormecidos. Petrificados. E havia apenas uma maneira de fazê-los voltar à vida: suas histórias precisavam ser lidas.
Toda vez que alguém abria um livro e lia aquela história, aquele mundo despertava novamente.
Algumas crianças estavam sendo chamadas para ajudar. Elas seriam os Guardiões Literários.
“Os personagens só voltariam à vida se suas histórias fossem lidas.”

O livro era só o começo.
As cartas começaram a aparecer de maneiras inesperadas. Às vezes surgiam dentro de um livro. Em outros momentos apareciam pela casa.
O papel parecia antigo. As bordas eram queimadas. Havia pistas.
Uma pista levava à outra. As crianças procuravam pela casa inteira até encontrar o tesouro. E, muitas vezes, no final daquela busca, havia um livro esperando.
Mas a aventura não terminava quando o livro era encontrado. Era justamente ali que começava a missão.
01
Carta
Um envelope de papel antigo aparece sem aviso.
02
Pista
Cada pista levava a outra, pela casa inteira.
03
Tesouro
No fim da busca, algo esperava ser encontrado.
04
Livro
Quase sempre, o tesouro era uma história.
05
Missão
E era ali que a aventura começava de verdade.
Todo Guardião tinha uma missão.
Ler era apenas o primeiro passo. As crianças também recebiam desafios.
Uma das missões era fazer com que outra pessoa descobrisse uma história. Podiam emprestar um livro. Contar sobre ele para um amigo. Incentivar alguém a ler. Levar aquela história um pouco mais longe.
“As histórias não deveriam parar em quem as encontrava.”
Ler
Compartilhar
Descobrir
Convidar
Despertar histórias
E então os Guardiões começaram a crescer.
As crianças passaram a esperar pelas próximas cartas. Queriam descobrir a nova pista. Queriam saber qual seria a próxima missão. Queriam encontrar outro livro. Queriam continuar sendo Guardiãs.
Na escola, começaram a contar para os amigos. Outras crianças também queriam participar. Um amigo quis se tornar Guardião. Uma mãe procurou Gi Santos para saber como poderia fazer aquela experiência com seus próprios filhos.
Aquilo que havia começado dentro de casa começava a ultrapassar suas paredes.
“Elas não estavam apenas lendo. Estavam esperando a próxima missão.”
Mas por que os personagens estavam adormecidos?
Por trás das cartas existia uma história maior. No universo dos Guardiões, algo havia acontecido no mundo das histórias.
Um personagem havia rompido as regras daquele universo. Os protagonistas foram petrificados. Os grandes heróis adormeceram.
E alguém precisaria ajudá-los a despertar. Foi assim que surgiu a missão dos Guardiões.
“O restante dessa história ainda precisa ser descoberto.”
Entrar no universo dos GuardiõesOs Guardiões nasceram de uma descoberta simples.
Talvez uma criança não precise apenas ouvir que deve ler. Talvez ela precise de uma razão para querer abrir o próximo livro.
- Uma carta.
- Um mistério.
- Uma missão.
- Um personagem esperando.
- Uma história que só pode despertar se alguém decidir lê-la.
E talvez seja justamente aí que a literatura deixe de ser apenas uma atividade. E passe a fazer parte da vida da criança.
“Qual será a minha próxima missão?”

Uma história também feita de valores.
Desde o início, os Guardiões foram pensados para oferecer mais do que aventuras.
As histórias carregam valores que fazem parte da trajetória de Gi Santos e da forma como ela compreende a infância, a educação e as relações humanas.
São valores inspirados também por princípios cristãos, presentes de maneira natural nas escolhas, nas relações e nos desafios vividos pelos personagens.
Porque uma boa história pode divertir uma criança e, ao mesmo tempo, ajudá-la a pensar sobre quem ela é e sobre a maneira como escolhe viver com os outros.
O que começou dentro de casa virou algo maior.
Com o tempo, os Guardiões cresceram. Vieram livros, contações de histórias, projetos, experiências em escolas e novas formas de aproximar crianças da literatura.
O caminho teve pausas. Mas a essência permaneceu: histórias, personagens, missões e o desejo de pertencer a algo maior — com os mesmos valores de sempre, presentes de forma natural nas escolhas dos personagens.
Porque aquilo que começou com algumas cartas mostrou uma possibilidade maior: os Guardiões poderiam se tornar um universo ao qual muitas outras crianças também desejassem pertencer.
Agora, uma nova história está começando.
Hoje, os Guardiões Literários retomam a essência das primeiras cartas.
Livros que saem das estantes e entram na vida das crianças.
Porque acreditamos que a literatura pode começar na página, mas não precisa terminar nela.
Uma história pode virar conversa. Uma descoberta pode virar brincadeira. Um personagem pode acompanhar uma criança por muito tempo.
E uma criança pode descobrir que também tem um papel nessa história.
Toda criança pode se tornar uma Guardiã.
E toda grande aventura pode começar quando alguém abre um livro.

Talvez a próxima história esteja apenas esperando alguém despertá-la.
Começar essa história